Os únicos vinhos que estavam em conta na Coréia eram os italianos. A vendedora da Wineara, See-Won, me explicou: coreanos não gostam de vinhos italianos. Eles os acham… fracos demais.
Então, tá.
See-Won (ou Shannon, nome “ocidental” que ela usa para clientes estrangeiros que vão à loja) me disse que os vinhos preferidos dos coreanos são realmente os chilenos e os autralianos, como eu havia suspeitado. O Novo Mundo domina por lá, principalmente devido à concentração dos vinhos. Vale lembrar: quanto mais potente, encorpado e alcoólico o vinho for, mais concentrado ele é. Como a maioria dos vinhos italianos é mais suave – e elegante -, eles acabam não fazendo a cabeça dos nossos amigos asiáticos.
Bom, azar o deles… Eu encontrei algumas preciosidades na Coréia. Com um preço bem em conta, sobretudo em comparação ao mercado brasileiro.
Um exemplo típico foi o Brunello de Montalcino CastelGiocondo. Na Wineara, ele custava US$ 105, o que dá mais ou menos R$ 200. No Brasil, uma garrafa custa por volta de R$ 500. Para confirmar, liguei na Terroir, a importadora paulista que vende esse vinho. A vendedora me informou que ele está com 50% de desconto. “Quanto?”, perguntei. “Com o desconto sai por R$ 262,50. Quer comprar?”
Não…
Tudo bem: ainda é caro. Na Europa, por exemplo, você consegue achar esse vinho por cerca de 50 euros, ou R$ 131. Mas, mesmo assim, a diferença é grande em relação ao Brasil.
Outro exemplo foi o Barolo Pio Cesare. Lá ele era vendido por US$ 107, ou pouco mais de R$ 200. Aqui no Brasil, ele não custa menos que R$ 310.
Ainda dei uma passadinha na seção de chilenos. Também vi algumas coisas interessantes, como o sensacional Domus Aurea por 80 dólares – aqui no Brasil, ele custa por volta de R$ 300. Ou um Don Melchor, safra 2001, por US$ 85.
Voltei feliz para casa.






