Ir e voltar de Seul é uma tarefa cansativa. O vôo é dividido em dois e cada trecho demora, em média, umas 11 horas para ser cumprido. Uma “perna” normalmente vai à Europa ou aos Estados Unidos. E, de lá, você pega outro avião para chegar à Coréia. Isso significa que, de São Paulo a Seul, são pouco mais de 22 horas de viagem. Fora o fuso horário, de 12 horas a mais.
Punk.
Depois de um mês de uma experiência fantástica, chegou a hora de voltar. E eu estava justamente me preparando para essa maratona aérea. Com um misto de alívio, por voltar para casa, e cansaço - de ter de encarar tanto tempo na classe econômica. Mas uma coisa, um detalhezinho que pode parecer insignificante, me deixou animado: minha conexão era em Paris. Mais: ia demorar 8 horas entre um vôo em outro.
Em outras palavras: entre Seul e São Paulo, pude passar uma tarde inteira em Paris.
Cheguei no aeroporto Charles de Gaulle por volta da uma da tarde. Peguei o ônibus da Air France e fui direto para o Arco do Triunfo.

De lá, andei até a Place de La Concorde, o Jardim das Tulherias e o Louvre.
Ainda deu tempo de dar uma passadinha no Palais Royal.
O dia estava lindo, ensolarado, sem uma nuvem no céu e com a temperatura amena.

Pessoas fazendo piquenique nas praças, dormindo nas cadeiras públicas… Em plena sexta-feira à tarde.

Se existe uma coisa que os parisienses sabem fazer é curtir a vida.

Com poucos euros você compra uma baguete, uma taça de vinho e, por alguns instantes, esquece do mundo.

Precisa mais do que isso?
Queria apenas fazer uma ode à leve brisa que soprava em Paris naquela tarde - me lembrando o nome deste blog o tempo todo. E aplaudir os parisienses por terem o privilégio de olhar para os lados e poder contemplar coisas tão especiais.