O mundinho à parte da Borgonha

domingo, 2/dezembro, 2007

Outro dia fui convidado a participar de uma degustação dos vinhos da Domaine Jacques Prieur, um dos principais produtores da região da Borgonha, na França. Os vinhos começaram a ser trazidos para o Brasil pela importadora Casa do Porto, que chamou a nata dos jornalistas especializados para degustar as belezinhas. O evento aconteceu no meio do feriado, mas lotou. Pudera: foi inesquecível.

Confesso que, entre os vinhos da França, a região da Borgonha é a que eu menos conheço. Os especialistas costumam dizer que os vinhos da Borgonha são um mundo à parte, tanto em termos de sabor como de preço. É muito difícil acertar a compra de um Borgonha. Eles são caros e difíceis de encontrar fora da própria região. Para piorar, há milhares de produtores e comerciantes na Borgonha, o que torna a tarefa de encontrar uma garrafinha honesta ainda mais complicada. É muito fácil comprar vinhos ruins. Em compensação, quando você acerta, jamais vai esquecer o que tomou.

Os bons vinhos da Borgonha são diferentes de tudo o que você já provou. Não seguem o padrão de Bordeaux ou de outras regiões da França. Para começar, só há dois tipos de vinho produzidos na Borgonha: os tintos, feitos com a uva pinot noir, e os brancos, com a uva chardonnay. São, indiscutivelmente, os melhores dessas variedades feitos no mundo. Alguns dizem que são vinhos para “iniciados” na arte da degustação, pois os aromas e sabores são tão singulares que não têm comparação com nenhum outro tipo de vinho (ou região) do mundo.

Se você acha esse discurso um pouco intimidador, espere até saber mais sobre os preços dos borgonhas… Você vai entrar em pânico. Leia no próximo post.

2 Respostas para “O mundinho à parte da Borgonha”


  1. Alguma sugestão para presentear, na noite de Natal, que caiba no bolso de todos os mortais?
    Sobre ‘café-da-manhã’ o melhor que encontrei, até agora, fica na R. Wisard X R. Fradique Coutinho.
    Feedback please!
    Bjs!

  2. Lauro Cesar Diz:

    Parabéns, Eduardo Vieira. Excelente artigo, feito num tom intimista, sem arrogância, que convida o leitor a participar e a lamentar o término do bom “papo”.
    Aprendi mais sobre os vinhos da Borgonha.


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