Essa é para quem gosta de uma coisinha diferente. Outro dia eu tomei um vinho libanês.
Roubada? Ledo engano. Se fosse numa degustação às cegas, eu juraria que se tratava de um legítimo Bordeaux.
O nome da criança é Château Musar. É o maior ícone do Líbano e um vinho delicioso. Tomamos a safra 1999. Estava ainda jovem, frutado e delicado. Bons aromas e ótima acidez. Para o meu gosto, só faltou um pouquinho de corpo (aquela sensação de “peso” e volume na boca), mas nada que prejudique muito o vinho.
O Château Musar é produzido no Vale de Bekaa, uma das mais antigas regiões vinícolas do mundo. Ele é feito com um corte das uvas cabernet sauvignon (predominante) e cinzel, tem 14% de álcool e é uma boa pedida se você quiser impressionar alguém. Junto com o Château Kefraya, o Musar é o mais emblemático exemplar do Líbano, o que o torna um vinho exótico por definição.
Se você quiser experimentar uma garrafinha, pode comprá-lo na importadora Mistral. Não é um vinho barato: lá ele custa R$ 143. Mas vale a pena.






Domingo, 16/Dezembro, 2007 às 5:32
Edu, O Chatêau Musar é realmente um belo vinho, que envelhece muito bem. É impressinante saber que naquela região, de tempos em tempos afetada por disputas sangrentas e incompreensíveis (na última vez o Vale de Bekaa foi muito afetado), produz vinhos com tamanha classe.