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Parem de falar no cinema!

Domingo, 7/Outubro, 2007

Após um mês de uma aventura inesquecível na Coréia do Sul, estou de volta ao Brasil. Cheguei há alguns dias, mas passou um tempo até eu conseguir desarrumar a mala, arrumar a vida e… atualizar o blog novamente. ;-)

Assim que cheguei, bateu a saudade de algumas coisas. Entre elas, voltar à rotina de degustações de vinho e acompanhar os lançamentos do cinema (sou fanático pelas duas coisas). Para a minha sorte, em poucos dias já matei essas vontades…  Sobre a degustação, memorável, falarei num post oportuno.

Sobre o cinema, infelizmente, tem de ser agora.

Fui ao Shopping Iguatemi assistir a Hairspray. Definitivamente não é o meu tipo de filme. Mas, como sessão da tarde descompromissada, leve e descontraída, até que foi uma bela diversão. O problema é que ir ao cinema em São Paulo no fim-de-semana, nem que seja numa sessão vazia e para um filme água-com-açúcar como esse, virou uma dor-de-cabeça.

O primeiro problema aconteceu com os ingressos numerados. Cheguei ao meu assento e… estava ocupado. Uma senhora me disse gentilmente: ”Olha, a moça do caixa me disse que o sistema está com defeito e que eu podia sentar em qualquer lugar.”

Hã? Por que, então, eu perdi cinco minutos na fila até a moça “encontrar” a tela dos assentos e me pedir para escolher o meu?

Fui falar com a tal moça, que me disse que “os ingressos têm lugar marcado, o senhor pode sentar neles, mas as outras pessoas também podem sentar onde quiserem, porque hoje estamos com defeito”

“Mas o  número do ingresso está valendo ou não?”, perguntei.

“Sim, está. Mas não hoje.”

Hã???

Bem, os problemas não pararam por aí. A imagem do filme estava ruim, parecendo “lavada”. E o som estava estridente, com eco, como se a platéia estivesse na cozinha. Para completar, algo que já se tornou uma tradição: pessoas falando alto durante o filme. E celulares tocando. “Ssshhh” já não adianta mais. Nem ser mal-educado e mandar calar a boca, após cinco tentativas educadas – e infrutíferas. As pessoas simplesmente ignoram os bons modos e acham que estão no sofá de casa.

Alguém aí tem alguma idéia do que fazer para acabar com essa situação grotesca dos cinemas? Aceito sugestões, porque eu não agüento mais…

Caviar… na cabeça

Terça-feira, 2/Outubro, 2007

Uma das vantagens (ou não) de ser jornalista é receber informações o tempo todo. Todas as vezes em que abro meu correio eletrônico, vejo centenas de e-mails sobre os mais variados assuntos. Grande parte dessas mensagens são direcionadas exclusivamente à imprensa, os chamados press-releases.

Minha relação com eles é de amor e ódio. Muito mais de ódio do que de amor, para falar a verdade. Na maioria do casos, as informações são completamente inúteis.

Hoje abri meu e-mail e encontrei um release especialmente interessante. Ele dizia que um cabeleireiro paulistano começou a testar um novo produto nos cabelos das clientes: caviar.

(Minuto de silêncio.)

“A Escova de Caviar, que promete revolucionar o mercado de beleza, é formulada com caviar hidrolisado, rico em agentes que potencializam a ação na hora de tratar os fios, potencializar o brilho, diminuir 40% do volume, além de conservar a pigmentação, sendo ideal para mulheres com cabelos tingidos. Rico em lipídios, vitaminas e aminoácidos regados a óleo de semente de girassol, o caviar recupera os estragos provocados por agentes naturais ou químicos, devolvendo aos fios o brilho intenso dos cabelos.”

É o que diz o texto. Já pensou se a moda pega? Quem será que teve a brilhante idéia de colocar COMIDA NO CABELO das mulheres para tratá-los?

Fala sério… Pobres esturjões…