Degustação memorável – II

domingo, 14/outubro, 2007

Após o Collezione de Marchi, fomos ao Piemonte, terra dos fantásticos Barolo. Mais uma vez, começamos muito bem, com um Barolo Sperss 1991, produzido pelo ícone italiano Angelo Gaja.

gaja_sperss.jpg

Trata-se de um vinho espetacular. Com 16 anos de vida, o Sperss está no ponto para tomar. Mulheres diriam que ele está mais ou menos como um Sean Connery ou um Robert Redford da vida – ou seja, um coroa em boa forma. Homens diriam que ele é como a Susan Sarandon ou a Sharon Stone – uma mulher madura, mas ainda muito sexy. Enfim, o Sperss é um vinho com a potência e a complexidade dos barolos somadas à maturidade do envelhecimento na garrafa.

Simplesmente fanstástico.

Na seqüência, degustamos outro ícone: o Barolo Vigneto Arborina, safra 1999, do produtor Elio Altare. 

barolo.jpg  

Como diria um amigo meu, “ô dilícia”.

O vinho começou impressionando pelo cheiro – ou, como diriam os especialistas, pelo “nariz”. Os aromas eram muito complexos, uma mistura de cogumelos e trufas com cheiros que lembravam couro e especiarias mais fortes. Na hora de tomar, um show. Desceu redondo, com muita estrutura e delicadeza.

Após os piemonteses, fomos passear por outras regiões da Itália. Tomamos dois vinhos fantásticos, o La Palazzola Merlot safra 1999, da região da Úmbria, e o Amarone Recioto della Valpolicella, safra 1990, do produtor Bertani, um dos mais tradicionais da região do Vêneto.

O primeiro chamou a atenção por ser muito encorpado e estar no ponto para tomar. Muito gostoso, combina bem com pratos mais fortes, e ainda preserva um aroma frutado, apesar de ser um jovem senhor. Já o Amarone é aquela coisa: sempre é bom. Eu, pelo menos, nunca tomei um Amarone ruim…  Amarones são produzidos de uma forma peculiar: eles são feitos com a uva quase já passada. A idéia é fazer a uva se desidratar para concentrar mais o açúcar da fruta. Quando ela está bem docinha, o enólogo vai lá e começa a transformá-la em vinho. Por isso, os Amarones são sempre muito pesados na boca, encorpados e cheios de personalidade. Os melhores unem essa força a uma certa elegância. Foi o caso desse Bertani.

A noite estava quase terminando, mas eis que…

silvio-e-sommeliere.jpg 

… o Sylvio, ainda com roupa de chef, mandou chamar a Valquíria Pereira, a talentosa sommeliére do Varanda, para escolher mais uma coisinha.

Para a nossa tristeza, chegou a mesa o vinho que, na minha opinião, foi o melhor da noite: um Barbaresco 2000 de Angelo Gaja.

barbaresco.jpg

O Sylvio caprichou nessa. O ano 2000 foi considerado um dos melhores da história do Piemonte. E, para completar, o Gaja é considerado um dos melhores produtores mundiais de Barbaresco. O resultado só poderia ter sido sensacional.

Ainda tomamos um vinhozinho de sobremesa, uma grappa e jogamos muita conversa fora. No fim das contas, a degustação produziu o seguinte resultado:

vinhos1.jpg

Muitas taças vazias. E pessoas muito, mas muito felizes.

2 Respostas to “Degustação memorável – II”

  1. Patricia Alves Says:

    Depois de ler o depoimento de sua degustação dá uma vontade imensa de ir ao Varanda Grill e saborear esses vinhos…


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