Degustação memorável

domingo, 14/outubro, 2007

Tenho o privilégio de participar de uma confraria capitaneada por Sylvio Lazzarini, dono do Varanda Grill e um grande conhecedor de vinhos. São encontros memoráveis, em que um seleto grupo de jornalistas e empresários divide a mesa com vinhos de grande categoria.

Assim que eu voltei da Coréia, lá estava um e-mail do Sylvio me convidando para mais um desses encontros. Para mim, trata-se de uma convocação. Eu já sou cliente do Varanda há tempos – para mim, é o lugar que serve a melhor carne de São Paulo. Mas a convivência com o Sylvio é relativamente recente, coisa de um ano. Entre uma garrafa e outra de vinho, ele se tornou um grande amigo. É um prazer conversar com ele sobre o mundo da gastronomia, o mercado de restaurantes em São Paulo, as tendências mundiais da boa vida e, é claro, sobre os vinhos que nos cercam.

A degustação foi memorável. Fizemos um passeio pela Itália, com direito a vinhos e receitas típicas da Toscana, do Piemonte, da Lombardia e do Vêneto. O próprio Sylvio pilotou o fogão, com a ajuda da sempre competente equipe do Varanda.

Começamos com um vinho branco delicioso, o Jerman Vintage Tunina 2004, da região do Vêneto. Ele é produzido por Silvio Jerman, que tem a reputação de fazer os melhores vinhos brancos da Itália. A julgar pelo conteúdo dessa garrafa, a reputação é justa. Suave e fresco, o vinho serviu perfeitamente para abrir o apetite e preparar o paladar para o que vinha pela frente.  

jermann-vintagetuninarot.jpg

Depois começamos os trabalhos na seara dos tintos. Começamos pela Toscana. E muito bem, olhe só:

sassicaia.jpg

Isso mesmo, um Sassicaia, um dos mais famosos vinhos da Itália. Ele faz parte do seleto grupo dos supertoscanos, como são conhecidos os vinhos feitos na Toscana ao estilo de Bordeaux, na França. Tomamos uma garrafa da safra 2002, que não foi das melhores na região. Mas, como diria um grande amigo meu, o Dr. Arthur Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Sommeliers, vinhos como o Sassicaia são bons até em safras ruins.

O vinho está delicioso. Se ele fosse de uma safra melhor, talvez ainda não estivesse na hora de abri-lo. Mas, para nossa sorte, ele já estava um pouquinho evoluído e desceu redondo. Muito bom.

O segundo tinto da noite estava até melhor que o Sassicaia.

590-prodotto_grande-isole.jpg

Foi um magnífico Collezione de Marchi Cabernet Sauvignon 1999, do produtor Isole e Olena, da Toscana. É outro supertoscano, muito menos famosos que o Sassicaia. Mas, na degustação, se deu melhor que o primo rico. De fato, o Collezione não tem a sofisticação e a nobreza do Sassicaia, mas é muito complexo e encorpado. A safra degustada foi a de 1999, que foi muito boa na região. Mesmo após oito anos, os sinais de envelhecimento do vinho ainda não são perceptíveis. Significa que a criança vai longe.   

Depois da Toscana, passamos ao Piemonte. Confira no próximo post. 

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