… e o francês envidraçado

sábado, 20/outubro, 2007

O Lola Bistrô eu já conhecia. Era um lugar pequeno, aconchegante e excelente que ficava na rua Purpurina, na Vila Madalena, bem perto do Fórum de Pinheiros.

Agora ele mudou. Fica na mesma rua, mas numa casa muito maior em frente ao ponto antigo. Ganhou duas grandes paredes envidraçadas, que deixaram o lugar muito bem iluminado de dia e charmoso à noite.

Já no caso da comida… Não sei se eu gostei muito da mudança. O restaurante ficou mais bonito, mas não necessariamente melhor do que era. Pelo menos essa foi a minha primeira impressão.

Eu tinha ido umas cinco vezes (talvez mais) no Lola antigo. Ele impressionava por unir um ambiente simples e apertado a uma gastronomia de alta qualidade e sofisticação. Era um lugar muito charmoso, cuja comida era impecável. Lembro bem do terrine de foie gras e do steak tartare, dois clássicos da culinária francesa, que eram de matar.

Desta vez eu fui com a minha namorada, a Cris, conferir o novo Lola. A gente estava esperando ele inagurar oficialmente, em 17 de outubro, para dar uma olhada. E achamos que ele, de alguma forma, perdeu um pouco do encanto que tinha antes na comida.

A Cris pediu de entrada um suflê de damasco com roquefort e alho poró. Foi o ponto fraco da noite. A mistura era promissora, mas não deu muito certo na prática. A consistência não estava ideal – ele estava mais para uma sopinha do que para um suflê cremoso por dentro. Minha entrada estava OK, mas também não tinha como errar… Era uma saladinha verde com camarões e molho de framboesa.

Os pratos principais estavam ótimos. A Cris pediu camarões grelhados com risoto de cavaquinha. Delícia. Eu pedi uma lula recheada com cuscuz marroquino. Estava bom também. Mas não de impressionar.

Acho que essa frase resume a breve história do novo Lola até aqui: é bom, mas não tem aquele “plus a mais” que tinha antes. Espero que seja só uma fase, porque afinal ele acabou de abrir no novo endereço.

Em relação aos aspectos “off-comida”, justiça seja feita, estava tudo ótimo no Lola. O serviço foi muito cortês e eficiente – e extremamente compreensivo. O ponto alto foi que eles não cobraram o suflê. Primeiro o garçom notou que a Cris não havia terminado a entrada e teve a perspicácia de perguntar o porquê (pode parecer uma atitude óbvia, mas é extremamente rara por aí).  Em segundo lugar, ele não falou um ai e simplesmente não botou o prato na conta. Ou seja, agiu com perfeição. 

O serviço do Lola merece aplausos por isso. Se todos os restaurantes agissem assim, a cena gastronômica paulistana seria muito melhor.

Outra coisa que o Lola melhorou foi a carta de vinhos. Está mais completa, cheia de variedade e com várias faixas de preço. Dá para escolher sem problemas uma boa garrafinha.

Resumo da ópera: vou dar um tempinho e voltar ao Lola daqui a uns dois meses para ver se ele deu uma afinada na comida e voltou aos tempos de glória do passado. Fique de olho aqui no blog para conferir essa segunda chance.

Uma resposta to “… e o francês envidraçado”

  1. Fabio Says:

    O problema é que depois da saída da chef Raquel Arruda, o Lola ficou sem nenhum chef na cozinha. Já faz tempo que a comida deixou a desejar… É uma pena.


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