Parker, o dono da bola

sábado, 10/novembro, 2007

Antes de mais nada, peço desculpas pela ausência. A última semana foi daquelas complicadas, sem tempo nem para um vinhozinho… Prometo que, a partir desta, não vou mais descuidar deste humilde blog.

Bom, eu prometi dar a minha opinião sobre o Robert Parker. Ei-la: acho ele uma figura fundamental no mundo do vinho. Sem ele, os vinhos que tomamos hoje talvez fossem piores. E o mercado seria com certeza muito mais sem graça.

Criticar o Parker virou moda. Para mim, é coisa daquele tipo de gente que está aprendendo a tomar vinhos, começou a tomar umas garrafinhas mais caras e, de tanta pose, acaba achando que pode criticar essa ou aquela pessoa. É um comportamento patético. Os críticos ferrenhos do Parker, na maioria dos casos, são de dois tipos: aqueles que querem buscar seus 15 minutos de fama e os produtores ruins, que não fazem nada para melhorar seu vinho.

ÓBVIO que as opiniões do Parker não podem ser sinônimo de unanimidade. Como qualquer ser humano, ele tem suas preferências pessoais. E todos são livres para concordar ou discordar dessas preferências. Parker, veja só, também erra (não sei se você sabe, mas ele também toma água, vai ao banheiro, come, dorme…). Mas o erro não é um conceito tão simples assim no mundo do vinho. O vinho não permite verdades absolutas, mas opiniões bem fundamentadas.

Já discordei das avaliações do Parker diversas vezes, mas eu gosto dele. Ele foi o primeiro crítico a mostrar as fragilidades de alguns produtores que tinham muito nome e pouca qualidade. É um cara sério, consistente e, até que provem o contrário, sem rabo preso com ninguém (o que é algo difícil de encontrar no mundo do vinho, em que muitos críticos recebem “presentes” das vinícolas).

Além disso, o critério de pontuação do Parker é uma referência aos consumidores. Repito: referência, não verdade absoluta. É apenas UM critério. Embora prático, não necessariamente é o melhor. Muitas vezes ele acerta na mosca, outras vezes você acha aquilo que ele escreveu um absurdo. Bom que seja assim. O ideal é que cada consumidor e apaixonado por vinhos defina seus próprios critérios. Isso vem com a chamada “litragem”. Quando maior a variedade de vinhos que você toma, mais facilmente descobre o que você gosta e o que não gosta. Sem precisar reclamar do Parker para isso…

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