Os 100 da WS

terça-feira, 20/novembro, 2007

Bom, sobre o ranking dos top 100 da Wine Spectator (WS):

1. Só deu França,Itália, EUA e Austrália na lista dos top 10. O sul-americano mais bem classificado foi o argentino Catena Alta 2004, produzido pela Bodegas Catena Zapata. A WS deu 93 pontos para ele, que ficou na 23° posição.

2. Você leu certo: o champagne Krug safra 1996 recebeu 99 pontos da WS. Por que então ele não é o primeiro da lista? Por que a WS não escolhe o melhor apenas de acordo com a pontuação, mas sim com critérios subjetivos. Tanto que há vários vinhos entre os top 10 com 95 pontos. Como justificar a ordem com que eles foram rankeados? É preciso perguntar aos editores da Wine Spectator.

3. Os preços dos vinhos em dólar são de fazer qualquer brasileiro chorar… US$ 80 (ou cerca de R$ 136) por uma garrafa do Châteauneuf-du-Pape vencedor, o Clos des Papes 2005? É uma pechincha. Aqui ele custa umas três vezes isso. Lamentável.

4. Eu discordo de algumas avaliações… Só para ficar nos sul-americanos da lista: o Catena Alta é um ótimo vinho, mas não merece 93 pontos nem a pau. Talvez uns 90, no máximo. Nem o Viña Montes Syrah 2005, do Chile, merece os 92 que recebeu. MUITO MENOS o Alto Las Hormigas Malbec Reserva 2005 (que também ganhou 92, enquanto deveria ficar com uns 88). E quanto ao Santa Rita Medalla Real 2004 receber 91 pontos? Faz-me rir. É um belo vinho, mas não é para tanto. A WS viajou …

5. Por outro lado, concordo com outras coisas: a quarta colocação do Tignanello 2004, por exemplo, é mais do que justa. É um vinho de sonho. Assim como achei perfeita a classificação do Ornellaia em sétimo (apesar do preço exorbitante, foi um dos melhores vinhos que já tomei na vida). Aliás, muito legal da parte da WS em botar dois italianos na lista dos 10 primeiros. Principalmente porque, na minha opinião, os vinhos da Itália tendem a ser um pouco injustiçados em degustações especializadas. Como eles foram feitos para ser tomados com comida, e crescem quando isso acontece, quando estão sozinhos eles tendem a demonstrar menos complexidade e classe que muitos franceses de Bordeaux, por exemplo. E isso acaba influenciando os degustadores. De qualquer jeito, ponto pra Velha Bota pelas duas presenças no top 10. Fez bonito.

6. Pena que os vinhos americanos da lista não sejam acessíveis aos brasileiros. Como eu já escrevi aqui no blog, é quase impossível encontrar os vinhos dos EUA por aqui. Grotesco.

É isso, caros leitores. O que você acharam da lista? Podem meter a boca no trombone, para o bem e para o mal, aqui no blog.

2 Respostas to “Os 100 da WS”

  1. A.Bernarde Says:

    Os criterios do ranking parecem bem satisfatorios: qualidade (representada pelos pontos), valor (representado pelo preco de lancamento do vinho), disponibilidade (representado pelo quantidade produzida ou importada) e tambem o que os editores chamam de fator X. Nao existe uma formula, o ranking é definido pelos editores. Bem mais satisfatorio do que considerar somente pontos, afinal do que vale saber que tal e tal vinho obtiveram 100 pontos, se o preco é inacessivel e o vinho é dificil de achar ?

  2. Alexandre Says:

    Essas listas só servem pra gente passar raiva! Digo isto não pelos vinhos, mas pelos preços. Aqui no Brasil agente tem que fazer milagre pra conseguir bons vinhos a um preço decente.


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