O “fator X” da Wine Spectator

quarta-feira, 21/novembro, 2007

Nada melhor do que comentários dos leitores. Sobre os critérios do ranking da WS, A. Bernarde escreveu: “me parecem bem satisfatórios: qualidade (representada pelos pontos), valor (representado pelo preço de lançamento do vinho), disponibilidade (representada pelo quantidade produzida ou importada) e também o que os editores chamam de fator X. Não existe uma fórmula, o ranking é definido pelos editores. Bem mais satisfatório do que considerar somente pontos, afinal do que vale saber que tal e tal vinho obtiveram 100 pontos, se o preço é inacessivel e o vinho é dificil de achar?”

Perfeita sua explicação para o entendimento do ranking, Bernarde. Mas o que me intriga é justamente esse tal de “fator X”… Ele poderia ser mais transparente. Como eu vou saber que ele não tem a ver com os produtores que anunciam na revista? Será que ele explica por que a região de Borgonha não está melhor representada na lista?

Acho que essas e outras perguntas deveriam ser respondidas… Todo ranking é subjetivo, mas uma lista que tem como pretensão ser a melhor do mundo, e se autoproclama a melhor referência internacional do setor, deveria ter critérios menos discutíveis… Enquanto isso não acontece, acho que ela deve ser olhada com atenção, para ver se há alguma novidade e conhecer vinhos de boa relação custo/benefício lá fora (porque no Brasil é aquela tristeza que conhecemos). Mas pára por aí.

Criticar a Wine Spectator é fácil, eu sei. Mas a culpa disso é da própria revista.

3 Respostas to “O “fator X” da Wine Spectator”

  1. Roberson Says:

    Achei ambas as colocações muito pertinentes. Uma lista de melhores ou um guia de recomendações guarda sempre um traço de subjetividade… ainda mais quando falamos de vinhos (aromas, paladares e preços $$$).
    O que mais incomoda ao ver a tal lista dos top 100 é testemunhar o preço da grande maioria dos vinhos. E da diferença que pagamos por aqui. Aliás esse me parece o maior mérito da lista: não há vinhos caríssimos. Na média são bem acessíveis.

    Serve como referência. Podemos concordar com ela ou não.

    Gostei muito das referências que você fez a respeito dos vinhos norte-americanos, concordo integralmente.

    E parabéns pelo blog.

    Saudações e bons goles.

  2. A.Bernarde Says:

    “Como eu vou saber que ele não tem a ver com os produtores que anunciam na revista?” Nós nunca vamos saber. Provavelmente há uma certa influencia, mas acredito que seja bem pequena. Mas concordo que falta transparencia.
    Ainda, Burgundy nao está melhor representada porque a grande maioria dos vinhos é ruim ! Os bons, ótimos e excelentes de Burgundy são poucos, caros e dificeis de encontrar nao podendo portanto estar neste tipo de ranking onde disponibilidade conta.
    Nao estou defendendo a WS, que na minha opiniao nao é, nunca foi e dificilmente será a melhor referencia internacional do setor. Acho que ela é apenas mais uma referencia baseada tao somente em vinhos disponiveis nos Estados Unidos.

  3. Gabriel Jucá Says:

    Já provei três vinhos da lista: Santa Rita Medalla Real, Petalos de Bierzo e El Castro del Valtuille. Todos são bons, e nenhum dos três é caríssimo. Acho que a revista merece reconhecimento por recomendar bons produtos a preços acessíveis.


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