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Blog bom na praça

quarta-feira, 14/novembro, 2007

Meu post sobre as cervejas Urthel rendeu um comentário interessante do meu amigo Ricardo Amorim, ex-editor de ÉPOCA Online e um apaixonado por cervejas. Seu blog, Cerveja Só, está entre os melhores do país sobre o tema. E já está na barra de links aqui do lado esquerdo.

Vá lá, eu não concordo muito com o slogan do Cerveja Só (“para quem não agüenta mais falar de vinho”)… Acho um pouco radical demais, pois eu adoro as duas coisas… Mas o Amorim é um profundo conhecedor das brejas e um ótimo jornalista, que adora uma discussão inteligente. Como o que falta em alguns blogs é justamente uma boa polêmica, acho que ele está certíssimo. Quanto mais a gente fomentar o debate sobre as coisas boas da vida na internet, mais interessante será a blogosfera.

Bom, chega de blá-blá-blá. Quando puder, dê uma passadinha no Cerveja Só. Vale a pena. 

Cervejas com rolha

segunda-feira, 12/novembro, 2007

Incrível como a fronteira entre os vinhos e as cervejas está se tornando difusa.

Outro dia, junto com meu grande amigo Cesar Adames – o maior especialista em charutos do Brasil -, fui a uma degustação de cervejas especiais promovida pela importadora Bier & Wein. Cervejas especiais são aquelas que são diferentes daquelas que todo mundo bebe no bar. São produtos mais elaborados, complexos e que são apreciados, não virados goela abaixo. Como diria o Cesar, não dá para encher a cara com esse tipo de cerveja. O certo é degustá-las.  

Eis uma tendência do mercado de bebidas. Ninguém fala abertamente nesse assunto, mas o fato é que as grandes cervejarias estão se movendo com uma força assustadora para o segmento premium. Lá as margens de lucro são maiores e é possível fidelizar os consumidores com mais facilidade – justamente porque são apreciadores da bebida, não beberrões inveterados de qualquer coisa.

Quem diria: degustar cerveja está virando moda. O resultado disso é que as cervejarias pequenas, artesanais, estão sendo adquiridas pelas grandes. E as que sobrevivem o fazem a duras penas, principalmente fora de seu país de origem.

Isso também faz com que esse tipo de cerveja comece a competir com o vinho pelo paladar dos consumidores. Uma garrafa de uma boa cerveja premium é tão ou mais cara que uma de vinho. E você já deve ter visto um bocado de cervejas em garrafas de vinho com… rolha de vinho. É uma tendência.

Eu fui conferir de perto essas novidades na degustação da Bier & Wein, que aconteceu no bar Laus Special Beers – um reduto de apaixonados por cerveja comandado por um autêntico exemplar dessa estirpe, o Eder Laus. O bar bem que poderia ser chamado de um pedacinho do paraíso no meio da Chácara Santo Antônio. Se você trabalha perto da rua Verbo Divino, deveria fazer um happy-hour lá todos os dias. A variedade de cervejas é inacreditável e o atendimento do Eder é excelente.

Bom, a degustação aconteceu devido ao lançamento das cervejas holandesas Urthel, que acabaram de chegar ao Brasil. Não vou me deter aos detalhes técnicos da prova, porque o meu colega Edu Passarelli já fez isso muito melhor do que eu faria no seu excelente blog Edu Recomenda. (Além de ter um nome sensacional, o Edu é um profundo conhecedor do assunto. Tanto que seu blog acabou de merecer um link permanente aqui no meu, dê uma olhadinha do lado esquerdo. Depois você dá uma passadinha lá para conferir a parte técnica completa.) O fato é que as cervejas Urthel são deliciosas. Em especial a Hop-it, um belo exemplar das cervejas ricas em lúpulo.

Lúpulo? Isso, é aquela coisa do comercial mesmo: um dos quatro ingredientes da cerveja, junto com a água, o malte e a cevada. A única coisa é que nem sempre ele é feito em Hallertau na Alemanha… Bom, o lúpulo é uma planta que confere aroma e sabor à cerveja. Quanto mais lúpulo, mais aromática e saborosa é a brejinha. No caso da Hop-it, ela tem o sabor muito pronunciado e um aroma fantástico, que lembra tostado, caramelo, toffe e otras cositas más. Sensacional.

O preço das Urthel nos remete à discussão lá de cima: cada garrafa de 1 litro custa por volta de R$ 40. Vale? Vale. É a proposta dela. Como diria o Cesar, em vez de você tomar 12 latinhas de cerveja vendo futebol na TV, achando que cada time tem 30 jogadores, vai tomar duas garrafas de Urthel apreciando a cerveja e TAMBÉM o futebol. Parece ótimo.

De qualquer maneira, vale a pena prestar atenção nessa briga que se desenha pela sua garganta. Tome nota: cada vez mais as ocasiões de consumo vão se misturar. Antes você não pensava duas vezes antes de levar cerveja para a beira da piscina. Hoje, já leva um espumante, um vinho branco ou rosé. Ou uma cerveja especial. Eis algo para refletir…